Quem não se lembra das primeiras RD 50 fabricadas no Brasil, ou das Push’s ou Garellis, vespas, ou lambretas ? Sem falar nas CG’s que já estão no livro dos recordes pela sua produção e venda que ultrapassa a casa dos dois milhões de unidades.
A partir dos anos 80 as motos de alta cilindrada tornaram-se símbolo de status e as dificuldades de importação aumentaram tal característica, pois, possuir uma motocicleta capaz de longas viagens era algo quase inatingível.
No final da década de 80 início da década de 90 alguns entusiastas das motocicletas, influenciados por grupos estrangeiros criaram moto clubes nos moldes dos clubes existentes, principalmente nos EUA, assim, no Brasil, o sistema de meio escudo teve e tem grande força. Os clubes iniciaram a realização de pequenos encontros, geralmente de um dia, onde além da troca de experiências faziam churrascos, ouviam rock e blues, bebiam cerveja e confraternizavam.
Não foi uma jornada sem espinhos, mas, desavenças à parte, tal movimento hoje é gigantesco, pois, além de algumas empresas que realizam eventos profissionais, vários moto clubes realizam suas festas visando a busca da essência do verdadeiro motociclismo, uma festa sem bagunça, sem zoeira, sem violência, sem demonstrações de nada além da amizade, do companheirismo da irmandade entre os motociclistas e moto clubes.
A idéia do EU & ELA Moto Clube – Brasil é exatamente essa. Um encontro de qualidade sem visar lucro, mas uma festa organizada, com padrão elevado, boa para os motociclistas (real motivo da festa), boa para a cidade (comércio, hotéis, restaurantes, postos de gasolina), boa para a população (visitantes, simpatizantes e curiosos) e boa para os expositores (vendas de acessórios, motocicletas, equipamentos, alimentos, artesanatos, etc.) |